Por Karina Gera – escritora, ilustradora e artista de histórias

Em 2008, além de pintar, comecei a escrever com mais frequência e até fiz um blog na época, para publicar os meus textos e pensamentos: Karina Gera e também passei a publicar crônicas em um jornal local.
Eu amava pintar telas, mas comecei a pintar com outros olhos e com as palavras.
E foi assim que a arte começou a viver dentro das páginas dos meus livros.

Em 2009, fiz uma exposição de mandalas e a partir de um profundo estudo que fiz sobre as cores, resolvi publicar um livro falando da energia das mandalas e que as cores não são apenas escolhas estéticas, elas são frequências, emoções, vibrações.

Foi ali, entre telas e textos, que percebi:

eu também pintava com palavras.

Um livro que nasceu da arte

Esta publicação não foi voltada ao público infantil, nesta época eu já escrevi poesias para crianças, mas ainda não pensava em transformá-las em livros.

Foi com esse livro que minha arte deixou as paredes e ganhou páginas.
E, com isso, descobri que a arte também podia virar livro. Que o gesto que antes era só pintura, agora também era narrativa.

aquela, feita de mandalas, segue sendo a semente que coloriu o caminho.

E hoje tento mostrar que ilustrar não é um detalhe estético.
É um jeito de contar sem palavras, de emocionar sem legenda, de estender a mão para que a criança entre na história, com olhos, corpo e imaginação.

Hoje, ao ilustrar meus livros, percebo que o que comecei nas mandalas ainda pulsa nas páginas das minhas histórias:
o desejo de tocar com cor, com traço, com sentido.

Com carinho e muitas cores,