Sou escritora, arte-educadora, ilustradora e contadora de histórias. Mas antes de ser tudo isso, fui uma menina encantada pelas palavras, pelos livros e pelas pequenas coisas do cotidiano que despertavam minha imaginação.

Minha história com a literatura começou no colo da minha mãe, que lia para mim e meus irmãos todas as noites. Eu adorava ouvir histórias. Na educação infantil, quando estudava na EMEI Clara Nunes, em São Paulo, meu momento favorito era a hora da contacão. No ensino fundamental, na Escola Heitor de Andrade, eu descobri um espaço que mudaria minha vida: a biblioteca. Podíamos escolher qualquer livro e ler durante a aula, e eu lia com fome de mundo. Foi lá que nasceu o meu amor pelas histórias.

Quando me mudei para o interior, passei a estudar na Escola Jorge Faleiros, em Patrocínio Paulista (SP). Além de continuar lendo muito, ajudava a rodar o jornal da escola no mimeógrafo — o Jornal Trombeta. Toda semana, minha mãe nos levava à biblioteca municipal. Podíamos levar três livros, que eram trocados por mais três assim que terminávamos. Essa rotina moldou quem eu sou.

No ensino médio, já morando em Franca (SP), minhas redações ganhavam destaque. Tirava notas altas em português e até escrevia para colegas que me pediam ajuda. Escolhi cursar Comunicação Social no Uni-Facef, e durante a graduação escrevia o Folhetim, um boletim semanal. Estagiei no SENAI “Márcio Bagueira Leal”, onde produzia materiais para as mostras de tendências. Mais tarde, fui trabalhar no Jornal Comércio da Franca e na Rádio Difusora AM, onde atuei como gerente de marketing e mantive uma coluna de crônicas semanais no caderno Nossas Letras por vários anos. Também participei e venci concursos de microcontos.

Comecei a pintar quadros aos 18 anos. Sempre gostei de temas lúdicos: palhaços, pirulitos, pipas, balões, máscaras e mandalas. Creio que já fiz mais de 500 mandalas, e em 2009 escrevi e distribui uma revista sobre a história delas durante uma exposição — minha primeira publicação.

Em 2010, tornei-me docente na Universidade de Franca, nos cursos de Design Gráfico, Design de Produto, Design de Moda e Artes Visuais, onde permaneci até 2016. Em 2013, fui Secretária de Cultura de Franca, onde realizamos a primeira Feira do Livro da cidade. Também atuei no Sindicato da Indústria de Calçados de Franca, em projetos importantes como o reconhecimento do selo de procedência da “Cidade do Calçado”.

Em 2014, me casei com o Gustavo, e em 2017 nos mudamos para Uberlândia (MG). Lá, fui docente, articulista da Revista Cult e iniciei meu trabalho como consultora em marketing digital. Em 2020, nos mudamos para Ribeirão Preto (SP), e foi neste momento, mais próxima das minhas raízes, que nasceu meu primeiro livro infantil: As Batatas do Seu Saboroso, inspirado no comerciante francano Aparecido Maldonado Ponce. O lançamento foi dentro de um supermercado.

Ainda em 2020, publiquei A Xerife dos Animais, inspirado na protetora de animais Maria Aparecida Bernardes Tasso. Em 2021, lancei Patrícia na TV, inspirado na jornalista Sônia Menezes Pizzo, e nesse mesmo ano vivi a maior mudança de todas: me tornei mãe da Justine, uma criança amável e apaixonada por histórias, como eu era.

Em 2022, publiquei dois livros: Quando olhei a floresta por uma fresta e As cores do tesouro mais valioso, que foi o vencedor de um concurso internacional como melhor livro infantil; mais tarde ganhou nova edição em 2025. Em 2023, lanço Cadê a árvore da minha rua?, e em 2024 vieram O Tom do Tambor — inspirado no poeta Carlos de Assumpção — e Fecha a torneira, Dona Água é ligeira. Em 2025, lanço A Abelha Carminha e o livro coletivo Escute o meio ambiente, o que ele tem a dizer pra gente?

Escrevo e ilustro meus próprios livros, especialmente os que tratam de temas ambientais. Tenho uma personagem muito especial, carinhosamente apelidada pelas crianças de Tia Lokinha, por ser “maluca pela natureza”. Ela aparece em oficinas, contacões e também no meu canal autoral de histórias no YouTube, o @artilokinha.

Acredito profundamente que a literatura transforma. Ela alcança a infância, mas também atravessa os adultos.

Costumo dizer que a infância é um solo fértil, e tudo o que é plantado com cuidado pode florescer por toda a vida. Por isso, escrevo com afeto, com escuta, com o desejo de provocar pequenas grandes mudanças. Meus livros não querem apenas ensinar: querem tocar, provocar conversa, abrir caminho.

Conheça meus livros:

  • Antologia Garimpeiros do Verbo (2012) — poesia para adultos
  • As Batatas do Seu Saboroso (2020 / 2024)
  • A Xerife dos Animais (2020 / 2025)
  • Patrícia na TV (2021)
  • Quando Olhei a Floresta por uma Fresta (2022)
  • As Cores do Tesouro Mais Valioso (2022 / 2025)
  • Cadê a Árvore da Minha Rua? (2023)
  • O Tom do Tambor (2024)
  • Fecha a Torneira, Dona Água é Ligeira (2024)
  • A Abelha Carminha (2025)
  • Escute o Meio Ambiente, o que ele tem a dizer pra gente? (2025)

Algumas curiosidades sobre mim:

  • Minha comida favorita é macarrão
  • Minha cor favorita é azul
  • Calço 37 e tenho 1,69 m
  • Nasci em 16 de novembro (sou escorpiana!)
  • Amo música instrumental e pop rock
  • Minha bebida favorita é água (bebo o dia todo!)
  • Meu hobby? Além de escrever e ilustrar, adoro andar de patins!

Se você chegou até aqui, desejo que minhas histórias também encontrem um lugar bonito dentro de você.

Com afeto,